Vinte e nove meses de operação, apurados mês a mês. Quanto a casa faturou, quanto custou para operar, quanto sobrou, para onde foi o dinheiro e o que precisa mudar para voltar a distribuir lucro aos sócios.
Tudo o que está detalhado adiante, em oito parágrafos.
Quatro conceitos que aparecem o tempo todo daqui para a frente. Vale ler antes dos números.
Quanto a casa vendeu em cada mês, desde a abertura.
A linha cheia é o faturamento de cada mês, incluindo a taxa de serviço. A linha pontilhada é a média dos últimos três meses, que serve para enxergar a tendência sem o ruído de calendário, já que um mês pode ter mais sextas e sábados que outro.
A comparação que separa crescimento verdadeiro de sazonalidade.
As três linhas estão sobre o mesmo calendário, de janeiro a dezembro. Quando a linha de um ano fica inteiramente acima da do ano anterior, o crescimento é estrutural e não apenas um mês bom isolado.
Quanto sobrou depois de pagar tudo, ano a ano.
Cada barra mostra quanto sobrou naquele mês, em percentual do faturamento, depois de pagar mercadoria, pessoal, aluguel, impostos sobre a venda, demais despesas e também o IRPJ e a CSLL. A linha preta é a média dos três meses anteriores e a linha tracejada marca a margem de 2024, que é a referência a recuperar. A escala vai de menos 25% a mais 25%, de cinco em cinco pontos; fevereiro de 2024, o mês da abertura, fechou em menos 71,3% e aparece cortado no limite para não achatar todos os outros meses.
Três decisões concentraram o custo daquele ano. Esta seção mostra, com a conta na mesa, quanto o resultado teria sido sem elas, e por que duas delas eram inevitáveis.
Todo mês a casa gera uma dívida com a equipe que só vira dinheiro depois. Quem não guarda essa reserva vê um lucro maior do que o real durante o ano e leva o golpe todo de uma vez.
A linha cheia é a reserva que a casa deveria constituir em cada mês, somando um doze avos de décimo terceiro, um doze avos de férias com o terço constitucional, o FGTS que incide sobre as duas e o fundo de rescisão. A linha pontilhada é o que efetivamente saiu do caixa naquele mês com essas mesmas verbas.
A casa ficava com 10,28% de cada real faturado em 2024 e fica com 3,22% hoje. Esta seção mostra, linha por linha e ano a ano, exatamente qual despesa comeu cada ponto.
O painel completo para enxergar o que está desequilibrado e o que já está sob controle.
Cada linha é uma despesa e mostra quanto ela consumiu do faturamento em cada mês. Linha subindo significa despesa crescendo mais rápido que a venda. Os valores estão suavizados pela média de três meses para que a leitura mostre tendência e não oscilação de calendário de pagamento.
Mesma leitura, para as rubricas menores. Elas pesam menos individualmente, mas somadas representam parte relevante do custo.
A maior despesa da casa, medida pelas contagens de estoque.
Valores suavizados pela média de três meses. O custo da mercadoria é calculado assim: tudo o que foi comprado de alimento e bebida no mês, menos o que sobrou a mais no estoque no fim do mês.
Somatório das contagens feitas pela equipe, uma por mês, arquivadas na contabilidade.
Como o fluxo era, para onde ele foi quando a casa demitiu e trocou a carta de vinhos, e como está voltando.
A barra mostra o percentual do dinheiro que a casa recebeu antes do prazo combinado. Zero significa que a casa recebeu tudo no vencimento normal de trinta dias, que é o sinal de um caixa folgado. Barra alta significa que a casa precisou puxar para o presente o dinheiro que só entraria no mês seguinte.
Este é o preço pago por receber antes. Não é taxa de cartão e não tem relação com o contrato da maquininha: é juro de capital de giro, cobrado apenas quando a casa antecipa.
O contrato com a Rede ficou mais barato a cada ano. O que subiu foi outra coisa, lançada na mesma conta contábil.
Este percentual sai do relatório de vendas da própria Rede, somando o que foi cobrado de taxa em cada uma das transações do mês e dividindo pelo valor vendido no cartão. É a taxa real do contrato, não uma estimativa.
A barra clara é o custo real conferido nos relatórios da Rede, somando a taxa do contrato, o custo de antecipação e o aluguel da maquininha. A barra escura é o que a contabilidade lançou como taxa de cartão no mesmo mês. As duas andam juntas em toda a série, com uma única exceção, que é maio de 2026. A coluna de 2024 na tabela acima começa em julho, porque é o primeiro mês com relatório da Rede arquivado.
Uma decisão de posicionamento, tomada pela nova direção. Quanto ela custou de caixa, o que ela devolveu em faturamento e se o estoque antigo já virou dinheiro.
A área mostra quanto de vinho, espumante e champagne havia em estoque no fechamento de cada mês, pelo valor de custo apurado na contagem física. A linha mostra quanto foi comprado de vinho naquele mês. Quando a linha fica muito acima da variação da área, o dinheiro saiu do caixa e virou garrafa parada.
A rotatividade trimestre a trimestre, o turnover de cada ano comparado ao setor, e por que cada diária de extra é mais cara do que parece.
Cada barra é o total pago em diárias de pessoal extra e dobras de turno naquele mês. A linha marca o percentual que isso representou do faturamento.
A casa virou ponto de evento e isso funcionou. O que mudou foi o preço de manter esse posicionamento, e é isso que precisa ser ajustado.
A barra é o gasto do mês com música, DJ, atrações e produção de evento. A linha é o percentual que esse gasto representou do faturamento daquele mês.
O lucro apurado, conferido contra o extrato bancário, com destino de cada real.
A barra verde é tudo o que a casa faturou no mês. A barra vermelha é tudo o que custou para operar naquele mês, incluindo mercadoria, pessoal, impostos, aluguel e todas as demais despesas, mas sem investimento e sem distribuição aos sócios. A diferença entre as duas é o lucro do mês.
Um milhão, novecentos e vinte mil reais aplicados no negócio, item por item.
A área âmbar mostra o dinheiro aplicado no negócio em cada mês. A linha roxa mostra o dinheiro que saiu para os sócios.
A pergunta mais direta dos sócios, respondida com a conta na mesa.
Cinco ajustes, cada um com valor calculado, e o resultado que eles produzem juntos.
Cinco meses em vinte e nove. Cada um com a causa identificada.
Barras acima da linha são meses de lucro. Abaixo, meses de prejuízo.
O ponto de equilíbrio e a folga que a operação tem hoje.
A linha horizontal tracejada é o faturamento mínimo necessário para pagar toda a estrutura. Meses abaixo dela fecham no prejuízo.
A conta inteira, do faturamento até o caixa, ano a ano.
As 191 contas do plano da casa, com o total de cada ano. Use a busca para encontrar qualquer fornecedor, imposto ou despesa.
| Conta | 2024 | 2025 | 2026 (janeiro a junho) | Total | % do faturamento |
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| Fornecedor | Total comprado | % da compra |
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Este documento chega a um resultado diferente do demonstrativo gerencial, e isso é proposital. Aqui está a ponte entre os dois, item por item, fechando ao centavo.
As fontes utilizadas e as conferências feitas.